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Comunidades Urbanas

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    A comunidade urbana de Santos teve um crescimento populacional considerável partindo do canal devido ao aumento da movimentação e ampliação do Porto. Esse crescimento acarretou diversos problemas, como uma grande epidemia de febre amarela em 1889, que dizimou setecentas pessoas. Santos sofria constantemente com as doenças e com os alagamentos. A falta de saneamento básico era um problema. Para sanar tais problemas, duas obras foram fundamentais: o Porto Organizado, inaugurado em 1892, e o Saneamento de Santos, que é o responsável pelo fim das doenças e insalubridade de Santos. O projeto do engenheiro Saturnino de Brito teve o triplo mérito de drenar as planícies alagadas com os canais de drenagem, de preservar a memória histórica do Centro e de ordenar a ocupação urbana da Ilha de São Vicente com um plano de ruas. 
     
    Por conta disso o porto de Santos foi crescendo populacionalmente por comunidades ligadas à pesca e plantio, entre outras atividades, bem como pela própria mão de obra do porto. Esse tipo de crescimento ocorrue também às margens das ferrovias e rodovias que davam acesso ao porto.
     
    Parte das moradias eram cedidas pelas próprias empresas, que construíam as casas para os trabalhadores. O restante da ocupação se deu com a vinda de familiares e pessoas que vinham atrás de trabalho, ampliando o número de casas. A implantação inicial dessas casas eram livre, em terrenos conjuntos, sem divisas, do tipo “chácara”. Com o tempo os terrenos foram loteados e divididos entre os moradores.
     
    As tipologias construtivas eram variadas, dependendo do lugar onde eram implantadas. Se mais próximas ao canal, construía-se sobre palafitas; se um pouco mais distante do mesmo, usavam-se as semi-palafitas. Essas eram as duas tipologias mais usadas na época, mas com o passar do tempo foram sofrendo modificações e adaptações. O aparecimento de novas tecnologias deixou-se de usar materiais do próprio local e passou-se a usar material industrializado. As edificações mais antigas foram sofrendo alterações, substituindo partes construídas com material de baixa resitência e alta manutenção por materiais de alta resistência e fácil manutenção, como as telhas e os tijolos de barro.
     
    Dentre as tipologias usadas na época, uma das principais era a construção de madeira, elevada do solo do tipo semi-palafita sobre uma base de pedra encimada e com a u fundação mais profunda também de pedra. Esse tipo de construção era muito usado na época das ocupações destas áreas, suas fundações, feitas de alvenaria de pedra irregular com argamassa de barro e cal eram executadas em formas de madeira que excediam alguns centímetros acima do solo preparado. Logo acima das fundações de pedra erguiam-se então as bases de apoio, feitas em pedra ou tijolos de barro e que serviam de sustentação para o madeiramento principal das casas. 
     
    Neste madeiramento principal eram fixadas todas as outras madeiras da estrutura secundária, e também as vedações e o piso. Junto às bases sobem os pilares de madeira que dão sustentação ao telhado, geralmente de duas águas. Seguem-se as terças, caibros e ripas, sobrepostas por telha francesa ou de fibrocimento (não originais).
     
    As vedações, sendo paredes externas, eram feitas de madeira tipo macho/fêmea, onde uma tábua de madeira se encaixa na outra ou, então, com o mesmo princípio onde, ao invés de encaixe, seguia-se com uma ripa menor pregada entre as duas maiores dando fixação e vedação necessária (mata junta). Com o passar do tempo essas madeiras de vedação iam apodrecendo e sendo substituídas por outras, principalmente nas áreas molhadas, que compreendem a cozinha e o banheiro. Como a substituição nessas áreas era muito comum, muitas das casas substituíram a madeira por alvenaria de blocos.
     
    Além desse tipo de construção existiam também as palafitas, usadas especialmente por pescadores devido à localização de suas casas, mais próximas ao mar. Esse sistema construtivo é apropriado para regiões alagadiças, com uma estrutura assentada sobre pilotis de madeira. Tem pouca durabilidade por causa da biodeterioração, o que gera um horizonte de uso útil de 20 a 30 anos. 

    Fonte: O Material Contido nesta Página é proveniente do PLANO DE GESTÃO DO PATRIMÔNIO CULTURAL SISTEMA VIÁRIO DA MARGEM DIREITA DO PORTO DE SANTOS coordenado pela Responsável Técnico Científica L.D. Dra Erika Marion Robrahn-González.

     
     
     
     
     
     
     
     
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