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Comunidades Sambaquieiras

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    As populações sambaquieiras foram as primeiras populações a povoarem a Baixada Santista e todo o litoral do estado de São Paulo. Os sambaquis são as construções erguidas por esses grupos e se caracterizam por formarem amontoados de conchas entremeados por diversos materiais (conchas de moluscos, restos de peixe, mamíferos, areia). Apresentam variados tamanhos, desde pequenos montículos até grandes construções. As comunidades sambaquieiras ergueram esses montículos para servirem como espaço de moradia ou às vezes como espaço exclusivo para enterrar seus mortos. Tinham um modo de vida sedentário, provavelmente se deslocavam por curtas distâncias para procura de matéria-prima ou de alimento. Por se estabelecerem especialmente em áreas lagunares e baías, esses grupos faziam uso constante dos recursos aquáticos. A base alimentar eram os peixes, no entanto, a caça de pequenos mamíferos, além da coleta de diversos tipos de vegetais e moluscos fazia parte do cotidiano e da dieta desses grupos. Confeccionavam seus instrumentos a partir de pedras, ossos, dentes e conchas de animais. As datações realizadas até o momento indicam que os grupos sambaquieiros começaram a ocupar a Baixada Santista há mais ou menos 5 mil anos.
     
    Na Baixada Santista há relatos de diversos pesquisadores estrangeiros que descreveram sobre os sambaquis e os vestígios neles encontrados, desde o século XVI. Estudos sistemáticos na região, sobre os sambaquis tiveram início na década de 1950. É importante salientar que muitos desses sambaquis não existem mais, pois foram destruídos desde o inicio do período colonial. As conchas eram retiradas para fabricação da cal que seria aplicada nas construções. Os aterramentos feitos na baía para instalações portuárias e industriais no final do século XIX e recentemente a especulação imobiliária também contribuíram para destruição dos sambaquis.
     
    Mais vestígios da ocupação sambaquieira foram registrados durantes as pesquisas empreendidas pela empresa Documento. O sítio Morrinho, situa-se na comunidade Sítio Cachoeira, próximo à margem do canal de Bertioga. O sambaqui apresenta grandes dimensões e encontra-se coberto por densa vegetação. O sítio Morrinho já era conhecido pelas pessoas da comunidade. Justamente por se destacar na paisagem a população lhe atribuiu o nome Morrinho. O sítio Santo Amaro 1 localiza-se na margem do Canal do Porto , próximo a foz do rio Santo Amaro, em uma propriedade privada.  Apresenta pequena dimensão e encontra-se em péssimo estado de conservação.

    Fonte: O Material Contido nesta Página é proveniente do PLANO DE GESTÃO DO PATRIMÔNIO CULTURAL SISTEMA VIÁRIO DA MARGEM DIREITA DO PORTO DE SANTOS coordenado pela Responsável Técnico Científica L.D. Dra Erika Marion Robrahn-González.

     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
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